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Menos representatividade

Eleitoralistas pedem que deputados rejeitem unificação das eleições

Depois de comemorar a rejeição, pela Câmara dos Deputados, da proposta de eleições por meio do chamado sistema do distritão, a Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep) tenta convencer os deputados a rejeitar também a unificação das eleições. A Casa discute esta semana diversas propostas de reforma política, e a entidade vem procurando deputados para expor seus pontos de vista.

A Abradep é um grupo recém-criado que reúne diversos especialistas em Direito Eleitoral com o objetivo de promover discussões e estudos a respeito do tema. Com a entrada em pauta das medidas da reforma eleitoral, o grupo publicou memorial destacando os pontos que defende e critica.

No memorial que vai ser entregue nesta quinta-feira (28/5) aos deputados, a Abradep se mostra contra a unificação das eleições a cada quatro anos. Pela proposta em trâmite, a cada eleição seriam escolhidos os ocupantes de todos os cargos eletivos do país, de vereador a presidente da República.

Para a Abradep, a proposta afasta representante e representado, já que os momentos de escolha ficam mais distantes entre si e, com a grande quantidade de candidatos é mais difícil haver identificação. A entidade também afirma que a proposta vai aumentar o número de abstenções, “com possível crise de legitimidade”.

Outra reclamação é que o fim das eleições a cada dois anos acaba com o “momento de controle”.  De acordo com o memorial da Abradep, esse mecanismo “tem sido de fundamental importância para dar vazão a eventuais insatisfações dos eleitores com a opção política escolhida anteriormente”.

Clique aqui para ler o memorial da Abradep.

Revista Consultor Jurídico, 28 de maio de 2015, 11h35

Comentários de leitores

2 comentários

Não entendi a lógica dos eleitoralistas

Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

"A entidade [Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político] também afirma que a proposta vai aumentar o número de abstenções [...]".
A proposta comentada é a de que as eleições para todos os cargos ocorram numa mesma ocasião.
Quer dizer que, se houver mais candidatos pedindo o voto dos cidadãos, o número de eleitores que irão às urnas será menor?
Na qualidade de Juiz Eleitoral, não entendi a lógica desse pensamento.
Fato é que eleições a cada dois anos favorecem, muito, aos políticos "profissionais". Quem não se elegeu nas eleições gerais de 2014 já terá chance de concorrer nas municipais de 2016; quem não se eleger nestas poderá concorrer nas gerais de 2018.
Se tivéssemos eleições a cada quatro anos, para todos os cargos ao mesmo tempo, abrir-se-ia possibilidade de gente nova também eleger-se, não um mesmo grupo revezando-se nos cargos.
Além disso, haveria maior estabilidade administrativa. Hoje, os Prefeitos têm dois anos com um Governador e um Presidente da República, e os outros dois anos com outro Governador e outro Presidente da República (salvo, claro, reeleição de Governador e Presidente). Como administrar Municípios assim, com um mandato de quatro anos dividido em dois?
Lembremo-nos de que, em muitos casos, os Municípios precisam adaptar-se aos programas estaduais e federais para receber dinheiro, na medida em que os Municípios, por si, arrecadam parcela ínfima dos tributos.
Além disso, como é hoje, mal terminou uma eleição, já se está pensando na seguinte.
Com eleições a cada quatro anos, teríamos um momento para as eleições e mais tempo para os eleitos, efetivamente, administrarem e legislarem, sem precisarem preocupar-se com eleições logo ali adiante.

Preocupados apenas com o bolso deles, pois com a unificação

analucia (Bacharel - Família)

Preocupados apenas com o bolso deles, pois com a unificação haverá emprego para os "eleitoralistas" apenas a cada quatro anos em vez de dois anos......

E ainda fingem de anjinhos...

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