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"Tempos sombrios"

OAB do Rio de Janeiro repudia repressão da PM a manifestações no Centro

A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro publicou nota de repúdio à repressão da Polícia Militar a manifestantes no Centro da capital carioca. De acordo com a nota, a PM se utilizou de técnicas de tocaia e perseguição para tentar prender participantes de manifestações contra as reformas trabalhistas do governo nesta sexta-feira (28/4).

Segundo informações do jornal O Globo, um grupo de manifestantes montou uma barricada na rua e atearam fogo em móveis e tapumes nas ruas da Cinelândia. A PM, então, soltou bombas de gás e balas de borracha para dispersar as manifestações.

“Nada justifica a investida, com bombas e cassetetes, contra uma multidão que protestava de modo pacífico”, diz a nota. “Se houve excessos por parte de alguns ativistas, a Polícia deveria tratar de contê-los na forma da lei. Mas o ataque com métodos de tocaia e a posterior perseguição por vários bairros a pessoas que tão-só exerciam seu direito à manifestação representa grave atentado à Constituição e ao Estado democrático de Direito.”

Para a seccional, os métodos usados pela PM para tentar conter as manifestações são “ensaio de retorno àqueles tempos sombrios”, se referindo à ditadura militar.

Leia a nota:

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado do Rio de Janeiro, vem a público repudiar veementemente a violenta ação da Polícia Militar contra milhares de manifestantes que participavam de ato no fim da tarde desta sexta, dia 28, na Cinelândia.

Nada justifica a investida, com bombas e cassetetes, contra uma multidão que protestava de modo pacífico. Se houve excessos por parte de alguns ativistas, a Polícia deveria tratar de contê-los na forma da lei. Mas o ataque com métodos de tocaia e a posterior perseguição por vários bairros a pessoas que tão-só exerciam seu direito à manifestação representa grave atentado à Constituição e ao Estado democrático de Direito.

O Brasil passou mais de duas décadas sob o jugo do autoritarismo. Não podemos admitir qualquer ensaio de retorno a aqueles tempos sombrios. É o alerta que a OAB/RJ, em seu papel institucional, faz nesse preocupante momento de nossa história. Democracia, sempre.

Diretoria da OAB/RJ
Rio de Janeiro, 28 de abril de 2017

Revista Consultor Jurídico, 28 de abril de 2017, 20h26

Comentários de leitores

4 comentários

Bobagens

Ribas do Rio Pardo (Delegado de Polícia Estadual)

Bobagens e baboseiras, como sempre, a OAB e outros ativistas que nunca prenderam ninguém palpitando na atividade policial, ao invés de criticar e pedir punição para quem atrapalha o momento cívico estimulando que a cada manifestação mais baderneiros e arruaceiros travestidos de politicamente correto continuem a comparecer e a se fortalecer.

Braço direito da Ditadura

Allanss (Funcionário público)

As PMs tiveram papel relevante no período da Ditadura para a manutenção do regime. Veio a democracia, mas as práticas infelizmente não mudaram.

Ordem ou desordem

Silvanio D.de Abreu (Advogado Assalariado - Comercial)

Na condição de advogado as vezes fico indignado com a postura da Ordem. Comparar o que aconteceu há décadas onde sequer tínhamos o acesso às imagens, fotos e depoimentos com os dias atuais, lamentavelmente não tenho como definir tal postura. Todos nós acompanhamos pela TV os manifestantes agredindo pessoas nos aeroportos, jogando corrente nas linhas de eletricidade do metrô, colocar cimento na passagem do trem, colocando fogo nos pneus para interditar o trânsito, fogo em ônibus, além de outras atrocidades mais. Agora, vir com este papo de que a polícia foi violenta é querer "violentar" a minha inteligência. É querer me chamar de "jumento abestado", como todo respeito aos jumentos. Queria a OAB que os manifestantes fossem recebidos com chocolates, leitinho quente (pois o dia estava frio) e algumas torradas ??? Pelo amor de Deus, vamos ser mais sensatos e vermos a realidade aí escancarada diante de nossos olhos. A coisa virou baderna mesmo. Estão fazendo o que querem e nós estamos a mercê deles. Pelo acontecido, tenho a convicção de que a polícia fez pouco e ainda ficou devendo muito a sociedade. Desculpem-me se fui "grosso ou mal educado", mas é assim que penso.

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