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Fatos ou mitos

Receio de migrar para a nuvem não tem fundamento, diz CEO

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Os mitos são os melhores amigos do status quo. Servem para deixar tudo como está. Eles impedem que os escritórios de advocacia adotem novas tecnologias, como a computação em nuvem, porque “compram” concepções falsas, obsoletas e infundadas sobre elas. Tais mitos são criados pelas vendedoras de hardware e software, produtos que se tornam desnecessários com a migração para a nuvem. Os mitos criam receios que não têm fundamento.

As declarações acima, ainda que contundentes, devem ser vistas com reservas, como todo advogado é treinado para fazer. Afinal, foram feitas pelo fundador e CEO da Infinitely Virtual, empresa de Los Angeles, Califórnia, que vende, exatamente, serviços de computação em nuvem. E suas concorrentes diretas são empresas que vendem hardware e software.

De qualquer forma, em um artigo para a Legaltech News, o CEO da Infinitely Virtual, Adam Stern, aponta quatro mitos, que ele pretende desmitificar. No texto, feito especificamente para escritórios de advocacia, ele apresentou “mitos” e argumentos que, em sua opinião, devem ser desmascarados.

A proposta, é claro, deve ser mais uma para ser levada em consideração:

Mito 1: A nuvem cria riscos de segurança
O fato é que os escritórios de advocacia e seus dados estão consideravelmente mais seguros na nuvem do que enfiados em um equipamento na mesa de alguém. Qualquer provedora de computação em nuvem digna de respeito disponibiliza um conjunto de ferramentas, procedimentos e tecnologias já testados pelo uso, que asseguram tempo de funcionamento (uptime) contínuo, back-ups regulares, redundância de dados, criptografia de dados, emprego de antivírus e antimalware, múltiplos firewalls, bloqueio de intrusos e monitoramento 24 horas.

Mito 2: A migração para a nuvem significa mudar suas aplicações e sua maneira de operar
Feita da maneira certa, a computação em nuvem é holística e transparente (pode-se dizer, invisível). Isto é, todo o ambiente de computação do escritório pode ser colocado — e então prosperar — na nuvem. E os advogados e empregados podem acessar as aplicações e os dados do escritório de onde quer que estejam. Aparentemente, nada virtualmente mudou. E como a migração para a nuvem significa assegurar a continuidade, mudar do ambiente de TI do escritório para um ambiente hospedado, sob o cuidado de especialistas em nuvem, não significa que é preciso mudar qualquer processo ou procedimento interno.

Mito 3: Computação em nuvem é mais cara do que computação no escritório
Cada vez mais, os números favorecem a nuvem. E os números são apenas uma parte da equação. De fato, a nuvem se tornou genuinamente valiosa. Como a nuvem dispensa investimentos consideráveis em hardware e software e os custos mensais de aplicações e manutenção são (tipicamente) modestos, elementos essenciais como armazenamento, back-up, segurança, recuperação de desastre e suporte 24 horas incorporados, a discussão econômica favorece a nuvem. Com os ciclos de depreciação retirados da equação, a potência da computação obtida é realmente uma pechincha. É perfeitamente possível a um escritório de advocacia de pequeno ou médio porte pagar US$ 10 por mês e conseguir potência de computação suficiente para as operações de uma organização com mil usuários. Certamente, isso é mais do que um escritório possa necessitar, mas é confortante quando se pensa em termos de economia de escala.

Mito 4: A nuvem torna questões de compliance mais difíceis
Em inúmeras áreas do Direito, o compliance não é opcional. E isso frequentemente significa que ela é vista como onerosa, especialmente em pequenos e médios escritórios. Como as provedoras de nuvem são interligadas à segurança, a migração para a nuvem se torna a rota mais segura para o cumprimento da compliance, qualquer que seja a especialidade. De fato, os planos de hospedagem em nuvem incorporam tecnologias que respeitam totalmente o ambiente regulamentador, com tudo organizado em torno da privacidade, segurança e notificação de violações. Embora alguns escritórios sejam capazes de operar áreas técnicas por si só, outros preferem deixar essa carga nas mãos de especialistas.

No entanto, sabe-se que mitos não desaparecem facilmente. Só o tempo dirá como vai terminar essa discussão.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 30 de agosto de 2017, 14h37

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