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Limite Penal

Dissonância cognitiva no interrogatório malicioso: não era pergunta, era cilada

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5 comentários

A fragilidade da democracia

O IDEÓLOGO (Outros)

Com a Constituição de 1988 foram enaltecidos os direitos em detrimento das obrigações.
Os "rebeldes primitivos", expressão emprestada do historiador marxista Erick Hobsbawm e adaptada ao contexto brasileiro, sufragados por intelectuais que abraçaram o pensamento do italiano "Luigi Ferrajoli, expresso na obra "Direito e Razão", passaram a atuar em "terrae brasilis" em agressão à ordem estabelecida, ofendendo os membros da comunidade.
Aqueles despossuídos de prata, ouro, títulos e educação especial, agredidos pelos rebeldes, passaram a preconizar a aplicação draconiana das normas penais, com sustentação no pensamento do germânico Gunther Jabobs, resumido no livro "Direito Penal do Inimigo". Acrescente-se, ainda, a aplicação das Teorias Econômicas Neoliberais no Brasil, sem qualquer meditação crítica, formando uma massa instável e violenta de perdedores, fato previsto pelo economista norte-americano, Edward Luttwak no livro denominado "Turbocapitalismo".
Diante desse "inferno social" o Estado punitivo se enfraqueceu. A situação atingiu nível tão elevado de instabilidade, que obrigou o STF em sua missão de interpretação da Constituição e de pacificação social, lançar às masmorras, de forma mais expedita, os criminosos.
Diante do atrito entre o pensamento do intelectual, preocupado com questões abstratas, e a dura realidade enfrentada pelo povo, principal vítima dos rebeldes, a Democracia soçobra.

tanta ciência

Thiago Bandeira (Funcionário público)

pra no fim das contas, Mano Brown estar com a razão: "Mas eu conheço o sistema, meu irmão, hã... Aqui não tem santo..."

Fantástico

Acir Costa (Estudante de Direito - Criminal)

Parabéns pela exposição que, sem dúvida, só demonstra mais um aspecto a ser enfrentado por todos pertencentes ao ramo jurídico, especialmente o criminal. Deixa claro, também, a importância do estudo interdisciplinar para o desenvolvimento da ciência jurídica.

Enxergar o óbvio

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Dr. Alexandre, congratulações. Mais uma exposição sucinta, esquemática e profícua. Muitos cidadãos não enxergam que o prejulgamento é contra a sociedade, contra os próprios cidadãos que querem a condenação dos bandidos, alguém tem que ir para a cadeia, é isso. O dia que acontecer com eles ou alguém da família deles, aí vão entender, tarde demais, o valor da presunção da inocência e do devido processo legal. Quanto ao julgador que previamente se convence da condenação, sem analisar as provas, o jeito é enfrentar todas as idiossincrasias, uma hora vai ficar evidente para todos.

Bandidolatria

CesarRN (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Impressionante como essa "turma do sul" utiliza qualquer ramo para afagar criminoso. Nunca li artigo dessa turma criando/interpretando lições para defender a sociedade!

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