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Delação da JBS

Supremo manda soltar Andrea Neves e adia julgamento sobre prisão de Aécio

Detidos no mês passado com base na delação premiada da JBS, a irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Andrea Neves, o primo do parlamentar, Frederico Pacheco, e o assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson Lima, serão transferidos da prisão preventiva para a domiciliar. A decisão foi tomada pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal.

Marco Aurélio decidiu adiar julgamento sobre a prisão de Aécio Neves.
Reprodução

Também nesta terça-feira (20/6), o relator do inquérito de Aécio, ministro Marco Aurélio Mello, decidiu adiar o julgamento sobre a prisão do político a fim de ganhar tempo para analisar recurso da defesa que pede que o caso seja analisado pelo Plenário do Supremo.

Por 3 votos a 2, os magistrados decidiram que as três pessoas ligadas ao senador poderão ficar em casa, desde que sejam monitoradas por tornozeleira eletrônica e respeitem restrições, como não deixar o país nem fazer contato com outros investigados.  

Os ministros Marco Aurélio Mello, Alexandre de Moraes e Luiz Fux votaram a favor de medidas cautelares. Luís Roberto Barroso e Rosa Weber se posicionaram pela manutenção da prisão preventiva.

Os três são acusados de operar o esquema de Aécio na relação com a JBS. Em ação controlada da Polícia Federal, Pacheco foi filmado recebendo uma mala de dinheiro em nome do senador, enquanto Lima seria o responsável por esconder o recurso na casa da sogra, em Nova Lima (MG). Já Andrea era quem mantinha contato com os executivos da empresa frigorífica para acertar a logística da entrega do valor.

Como o relator da “lava jato” no STF, Luiz Edson Fachin, havia sido escolhido também o relator do caso inicialmente por prevenção, foi ele quem determinou as três prisões. Após novo sorteio, Marco Aurélio ficou com a relatoria do caso.

Com base na delação da JBS, a PGR denunciou Aécio por corrupção passiva e obstrução à Justiça.

Revista Consultor Jurídico, 20 de junho de 2017, 19h19

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