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Susto no sistema

Ataque a computadores não afetou dados processuais, afirma TJ-SP

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O ataque cibernético que atingiu computadores do Judiciário paulista nesta sexta-feira (12/5) não prejudicou o banco de dados nem apagou qualquer informação institucional, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo.

Foram menos de 200 computadores atingidos (dentre 55 mil instalados em 700 prédios forenses) e só arquivos pessoais de servidores e magistrados podem ter sumido, afirma o juiz Aléssio Martins Gonçalves, que assessora a Presidência da corte na área de tecnologia da informação. “Foi um ataque de ponta, voltado ao computador de cada usuário, nem sequer direcionado ao nosso data center”, declarou à ConJur.

O incidente foi inédito, diz ele, mas o problema já foi resolvido com uma “vacina” da Microsoft, sem custo para o tribunal. Enquanto no início da tarde a ordem era para que todos os computadores fossem desligados, a orientação por volta das 18h30 era religar os equipamentos. O setor de tecnologia planeja agora atualizar a versão do Windows, de forma remota, em todos os fóruns e prédios do TJ-SP.

Ainda não há levantamento dos municípios atingidos. Gonçalves afirma que o impacto ocorreu no interior e na capital paulista, tanto em primeira como em segunda instância. Ele reconhece que o número pode ser maior quando todos os computadores forem revisados.

Imagem publicada em grupo de funcionários do TJ-SP no Facebook.
Acervo pessoal

O ataque, que chegou a mais de 70 países, embaralha informações digitais e cobra bitcoins (moeda digital) para que o usuário volte a acessar dados normalmente. Uma das mensagens recebidas no Judiciário paulista fixou três dias para o pagamento. Como não houve prejuízo institucional, o juiz diz que não há motivo para negociar o resgate.

O antivírus da Microsoft não recupera dados pessoais perdidos. A orientação do tribunal, segundo Gonçalves, é sempre que servidores, juízes e desembargadores gravem arquivos e decisões no sistema interno e façam backups periódicos.

O TJ-SP suspendeu prazos processuais desta sexta-feira. Sites de outros nove tribunais brasileiros deixaram de funcionar no dia dos ataques, mas todos os demais anunciaram que tomaram a medida apenas por precaução, assim como o Ministério Público de São Paulo.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, ao menos 16 hospitais públicos do Reino Unido tiveram computadores bloqueados, e também há relatos de problemas em países como Rússia, Japão, Turquia, Filipinas e Alemanha.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 12 de maio de 2017, 20h34

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