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Justiça na notícia

ConJur debate cobertura da "lava jato" com juristas e jornalista

A impressão de quem acompanha a operação "lava jato" de perto é que a imprensa, de forma geral, tem referendado tudo o que é feito nas investigações. Sob a capa do etéreo combate à corrupção, justifica-se que os investigadores tropeçam de vez em quando, mas trabalham com o objetivo de acabar com esse tipo de crime.

Operações policiais deveriam investigar fatos para descobrir os culpados por crimes, não combater o mal. Repórteres deveriam trabalhar para ouvir todos os envolvidos em algum fato para contar a história da maneira mais próxima da verdade que conseguirem. E não servir de porta-vozes do Ministério Público.

Marcos de Vasconcellos; Madeleine Lacsko; André Jorge; Paulo Domingues; Thaméa Valiengo; e Pierpaolo Bottini.

O jornalismo deve retratar a realidade, sem eufemismos. O "falecimento" foi cortado dos manuais de redação há tempos. O certo é "morte". Assim também deveria ser ao se tratar de temas caros ao país, como a operação "lava jato". O que hoje jornais chamam de "excessos" são "erros".

Levantamento feito pela ConJur, por exemplo, mostrou que Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região já apontaram pelo menos 18 erros do juiz federal Sergio Moro na "lava jato". O titular da 13ª Vara Federal de Curitiba já manteve prisões com fundamentos genéricos, tenta aplicar uma espécie de juízo universal e violou competência do Supremo ao deixar de enviar à corte investigação que citava autoridades com prerrogativa de foro. No entanto, seus erros ainda são chamados de "excessos", como se fossem desvios menores diante do bem que vem fazendo à sociedade.

O assunto foi profundamente discutido na segunda-feira (15/5), em evento promovido pelo Programa de Mestrado da Uninove, em São Paulo, que reuniu jornalistas e operadores do Direito. O auditório lotado assistiu ao debate entre o desembargador Paulo Sérgio Domingues (TRF-3); a procuradora da República Thaméa Danelon Valiengo; o advogado criminalista Pierpaolo Cruz Bottini;  a jornalista Madeleine Lacsko, do site O Antagonista; e o jornalista Marcos de Vasconcellos, chefe de redação da ConJur.

A mesa foi presidida pelo diretor do programa de mestrado em Direito da Uninove, André Lemos Jorge. O evento, primeiro da série "Diálogos jurídicos pertinentes" segue a ideia do mestrado de "fazer uma reflexão coerente e madura sobre tais acontecimentos, com a finalidade de apresentar soluções, levando-se em conta nesse tripé – econômico, social e ambiental – a sustentabilidade".

Assista ao debate:

*Título alterado às 17h21 do dia 17 de maio de 2017.

Revista Consultor Jurídico, 17 de maio de 2017, 16h41

Comentários de leitores

5 comentários

faça o que eu digo, não faça o que eu faço

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

"Repórteres deveriam trabalhar para ouvir todos os envolvidos em algum fato para contar a história da maneira mais próxima da verdade que conseguirem. E não servir de porta-vozes do Ministério Público."
E repórteres e imprensa também podem servir de porta-vozes das Defesas?
O que são 18 erros do juiz federal Sergio Moro na "lava jato" frente a tudo que está sendo investigado?
Erros podem ser corrigidos, mas as consequências devastadoras causadas pela corrupção, em especial, nas áreas de segurança e saúde, jamais serão compensadas, seja pela devolução dos valores desviados, seja pela punição dos criminosos.

Muito acima da média

Igor Moreira (Servidor)

Interessante. Apenas 18 erros apresentados por 3 Tribunais - TRF, STJ e STF. Quantas milhares de decisões o juiz já proferiu nesses três anos?
A porcentagem de erros parece estar muito pequena. Já conferiram a média do Judiciário brasileiro? Ou vão continuar a individualização do juiz de Curitiba? Lembro que no início das ações penais, Conjur noticiava Sergio Moro todo dia, depois o acusava de estrelismo, porque aparecia demais.
Por fim, lembremos que se houvesse Corte superior ao STF, muitas de suas decisões também seriam reformadas. Seu privilégio é falar por último.

Ju2...

Sã Chopança (Administrador)

Disse tudo!

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