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Honorários em amor

Advogado agradece juiz por ter perdido a causa e ter casado com a cliente

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O amor é capaz até mesmo de fazer com que um advogado desista de receber seus honorários, transformando uma petição em carta de amor. E o o cupido flechou o 2º Juizado Especial da fazenda Pública de Natal.

A corte recebeu a petição de um advogado relatando um caso que teve início quatro anos atrás. Na ocasião, o profissional recebeu uma cliente que buscava receber verbas de por ter trabalhado para o governo do Rio Grande do Norte.

O advogado afirmou que não só era uma causa ganha, como seria rápido. “A minha inexperiência enquanto advogado e a beleza incomum da cliente fizeram-me afiançar o resultado da lide”, relata o imprudente profissional, que não cobrou honorários prévios.

O processo não saiu como ele imaginava: quatro meses se passaram e a apreciação da tutela foi adiada para após o testemunho do réu. A cliente então ficou impaciente e passou a cobrar com ênfase seu advogado. Foi aí que o destino aplicou seu xeque-mate.

“De fato meu repertório de respostas esgotou-se e me vi acuado. O que fazer? Pensei. Chamei, então, educadamente a cliente para um almoço, que depois virou um cinema, um passeio na praia, um namoro, até que casamos no final de 2014”, relembra.

O caso foi esquecido. O casal deixou petições e tribunais de lado e foi viver seu amor. Passados quatro anos, o juiz decidiu contra a mulher, por entender que verba salarial não tem caráter alimentar.

Mas o advogado, ao fim, agradeceu por ter perdido a causa.

Não tenho do que reclamar, mas sim agradecer, pois tivesse o mérito sido resolvido antes, talvez recebesse honorários, mas não teria encontrado o amor. Sendo assim, e aqui falo em nome da autora, cumpre requerer que o feito seja julgado no estado em que se encontra, pois não existem mais provas a ser produzidas.

Clique aqui para ler a petição. 

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 9 de setembro de 2017, 9h50

Comentários de leitores

4 comentários

Duas histórias/istória

GPS (Advogado Autônomo - Previdenciária)

História do amor entre cliente e advogado lindo, istória subjetiva do processo que demorou quatro anos para desfecho horrível.

adv de mal com ele mesmo...

Marco 65 (Industrial)

Parabéns ao CONJUR pela publicação.
Tem gente que nasce para criticar, apenas...
Faz mesmo, jus ao pseudônimo "Ade Vogado".

O amor é célere !

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Quem dera que a morosidade da Justiça brasileira fosse a causa de eventos tão felizes em todos os processos. Felicidades ao nobre colega Advogado e à Autora da Ação !

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